MAIO AMARELO: MOVIMENTO PELA VIDA

02/05/2016 17:16
 
Por Sergio Weinfuter
 
   O movimento mundial Maio Amarelo foi adotado por diversos países para conscientizar a população sobre os acidentes de trânsito, seguindo no rastro dos já consagrados movimentos “outubro rosa e novembro azul,” ambos chamando atenção sobre o câncer de mama e o câncer de próstata respectivamente. Brusque faz parte do movimento e a ponte estaiada um dos símbolos da cidade está com sua iluminação amarela durante todo o mês em apoio a causa.  
   A assembleia geral das nações unidas (ONU) editou em março de 2010, uma resolução definindo o período de 2011 a 2020 como a “Década de Ações para a Segurança no Trânsito". O documento foi elaborado com base em um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que contabilizou, em 2009, cerca de 1,3 milhão de mortes por acidente de trânsito em 178 países. Ainda relata sobre a as vítimas que sobreviveram aos acidentes e “aproximadamente 50 milhões de pessoas sobreviveram com sequelas.”  
  Segundo o mesmo relatório “são três mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas. Os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes a faixa de 15 a 29 anos de idade, o segundo na faixa de 5 a 14 anos e o terceiro na faixa de 30 a 44 anos.” Contabilizando estes acidentes em valores atualmente, “já representam um custo de US$ 518 bilhões por ano, ou um percentual entre 1% e 3% do produto interno bruto de cada país,” segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS, 2014).   
  Devido a estes números alarmantes e que a cada dia crescem mais, se iniciou o movimento amarelo que como a cor já é usada para chamar atenção, fica mais explicita na mobilização da sociedade para a conscientização e humanização do trânsito atual, pois se continuar desta forma a projeção e estimativa de acidentes segundo a organização mundial da saúde (OMS) “estima que 1,9 milhão de pessoas devem morrer no trânsito em 2020 (passando para a quinta maior causa) e 2,4 milhões, em 2030.” 
  “Nesse período, entre 20 milhões e 50 milhões de pessoas sobreviverão aos acidentes a cada ano com traumatismos e ferimentos. A intenção da ONU com a "Década de Ação para a Segurança no Trânsito" é poupar, por meio de planos nacionais, regionais e mundial, cinco milhões de vidas até 2020. Mas para conseguirmos este número cabe a todos se envolver com iniciativa do programa Maio Amarelo na luta pela vida, respeito e humanização do trânsito, pois ninguém faz sozinho e todos podem participar, não somente no mês de Maio mas em todos os meses seguintes do ano. 
  Em Brusque mesmo com o apoio a campanha tivemos um contraponto e devemos isso aos nossos vereadores que em 2014 vetaram o projeto que traria para o nosso município, radares e bloqueios em semáforos que inibiriam altas velocidades e dificultariam as ações dos furadores de semáforos, que põem em risco suas vidas, de outras pessoas e não respeitam os sinais de trânsito. Em contrapartida pela não aprovação do projeto de lei sobre os radares o antigo prefeito vetou o projeto que instalaria mais câmeras de monitoramento em nossa cidade, tornando-a mais segura.   
  Uma grande queda de braço entre o legislativo e o executivo em pleno mês que todos estão engajados, pensando em segurança, precisando de uma cidade mais segura e o que vimos foi uma briga política um desserviço a nossa cidade e quem sai perdendo fomos nós.    
  Não deveria servir de politicagem a vida de outras pessoas, sua segurança ou integridade física, como moeda de troca para conseguirem favores políticos, pois enquanto desenrola-se a briga nas esferas mais altas a classe trabalhadora que movimenta a economia da cidade, fica desprotegida e sem segurança, parecendo que os políticos que não sabem o que é o movimento pela vida, muito menos o que é o Maio Amarelo.
 
Para saber mais: http://maioamarelo.com/pagina/movimento 2/3
 

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