VIDA DE ESCRITOR

09/03/2017 17:23

Crônica: Vida de escritor

Escrevendo... Escrevendo... Vive escrevendo e quando cansa, precisa continuar lendo. Lê o que escreve e o que os outros escrevem, procurando inspiração para mais uma de suas produções, sabe que não pode parar. Quem o observa não percebe o que se passa em seu interior, o sangue correndo rápido em suas veias trazendo calor, e ele, continua a escrever.


De seus dedos batendo apressadamente nos teclados aos poucos, seu texto está formado, mas essa é somente a primeira parte. Ele não pode ficar parado, por isso continua a ler o texto que acabou de escrever, cortando, emendando, assinalando e de novo lendo até saber ele decór.


Sua vida passa lentamente, mas ele continua indiferentemente seus textos produzindo. Nunca fica desligado, seus pensamentos estão sempre ligados, nunca sabe quando e onde a inspiração aparecerá. Por isso ele sempre sai com caneta e papéis na mão, pois parece maldição, sempre que ele não tem um dos dois, chega sem avisar a inspiração.


O escritor nunca descansa, férias, dias de feriado... Não são para ele. Pois quando sai com a família, seus olhos ficam atentos a trilha e tudo parece poesia. O vento batendo nas árvores, a chuva e o sol, depois o arco-íris, não tem como resistir, saca logo caneta e papéis do bolso e para o desgosto de sua mulher, começa logo escrever.


Na praia não fica sossegado, enquanto todos estão se divertindo na água com o nado, ele fica na areia com os olhos arregalados, sua mente é um turbilhão. Como resistir a mais um poema, que nascem em sua cabeça sem pena, ele precisa logo escrever. Antes que esqueça o refrão, começa logo escrever.


Em dias de frios, noites de chuva e vento, quando todos acham um tormento, mais um conto começa a escrever. Um conto de terror, que mostra todo o insano momento de horror, que todos na casa estão passando, mas escrevendo o texto vai mudando, outra vez criticando e logo o conto terminou.


Sozinho não fica tranquilo, mesmo no silêncio que parece vazio ele sente um arrepio e um novo poema começa a escrever. Que coisa louca, coisa medonha, ele segue pensando com a cabeça pendendo, parecendo enfadonho. Não se importa, em seu texto foca, nada o fará desistir!


Parece que vive sossegado, muitas vezes parece desamparado, quase ninguém sabe, nem compreende o que ele tem preparado e de repente acontece, mais um texto todo ele tece, fazendo o leitor ficar boquiaberto, não sabendo como o escritor, o deixou tão concentrado, enquanto lia o texto que estava estampado, em um pedaço de jornal que achou jogado.


A vida segue e o escritor com sua mente fértil, continua o seu trabalho fazer. Escreve sobre tudo que passa na vida, nem os sentimentos recebem uma reprimida, tudo ele precisa escrever. Na meia idade seus textos estão melhores mais que nunca, mas logo chega a velhice e fica meio caduca. De qualquer forma, vivendo na loucura, seus textos criam ternura e ele continua a escrever.


Nem tudo que escreve faz sentido, mas logo tira uma sacada que estava reprimida e como último suspiro da vida, mais um belo texto formou. Escreveu sobre tudo na vida, mas sabe que a morte se aproxima, porém continua a escrever. Sabe que nela não há guarida, vai acabar com sua vida, mas a única coisa que lamenta é não poder escrever sobre ela, que se apresenta tão bela. Ele sabe que ela vem muito rápido e não vai conseguir terminar o seu texto, quando ela chegar.


Em seu velório vão dizer, que mais um grande escritor se foi, mas ele sabe que em vida nada foi, somente na morte que ouviram dizer que ele era escritor. Triste fim solitário, ninguém vai junto com ele, mas não foi desta forma que passou toda sua vida, envolvido dentro de sua bolha de criação? Bendita inspiração!


Na morte não foi diferente, o escritor todo sorridente, fechou os olhos e para sempre se foi! 

Mas seus textos ficaram na lembrança, testemunhando sua passagem na terra e agora fazem parte de sua obra que se encerra,  o seu legado ficou! Agora a beleza dos seus poemas começam a ser estudados e mesmo seu corpo estando ausente, seu espírito diferente, que sempre foi o amante sorridente, para sempre será lembrado.   

 

 


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