AMOR E ÓDIO

09/03/2017 17:10

Há uma linha muito tênue entre o amor e o ódio. Do mesmo jeito que amamos, podemos odiar e do mesmo jeito que odiamos, poderemos amar. Quase não há divisão entre eles, ambos são sentimentos de trazem muita intensidade para nossas vidas e quando estamos possuídos por um deles, é muito difícil mudamos de ideia e tentar pensar claramente, sobre o que estamos fazendo ou mesmo sentindo.


 

Tão próximos um do outro esses sentimentos que muitas vezes nos vemos perdidos, embaraçados, não sabendo definir o que estamos realmente sentindo. Amor e ódio, ninguém vive sem eles, mas alguns, convivem mais do que outros. Alguns tentam fugir e outros desfrutam desses sentimentos, até demais.


 

O amor é carinhoso, bondoso, não tem mágoas e nem guarda rancor guarda. Sofre quando é rejeitado, não correspondido e ignorado. Não é egoísta, nem individualista, sempre está a procura de algum coração para fazer sua morada. É um sentimento que constrói o prazer da alma, não tem medo, nem sossego, enquanto não consegue encontrar o que procura.


 

Mas, o ódio é um sentimento mesquinho, baixo, deixa o coração pesado e maltrata o lugar que o abriga. Ele destrói tudo que havia de bom no coração, destrói a pessoa que está possuída por esse sentimento e deixou que o ódio entrasse, em vez de ceder ao amor. O coração passa a viver em função desse dele e a alma tem que suportar todo o tormento, de um coração que sofre e abriga o ódio, esse sentimento perdedor.


 

A alma e o coração buscam e gritam a procura do amor, mas quando não encontram, esse sentimento fica sem ser correspondido, sem abrigo, ele se transforma aos poucos em um peso para vida, que não encontra guarida e logo começa a irradiar a luz do ódio. Com esse sentimento enraizado, o coração fica desamparado e o amor dá, mesmo sem querer, lugar ao ódio.


 

Porém quando acontece o contrário o ódio é desbaratado pela brilhante e forte luz do amor, que com seu enorme fulgor, inunda e aquece o coração que estava solitário, vazio e triste. Mesmo que em algum tempo esse coração resista, no fim o amor sempre conquista e invade o coração antes frio, com seu calor reconfortante.


 

Ambos os sentimentos estão lado a lado, mas quase nunca são igualados, pois são opostos. Um anima, o outro desanima, um confortar o outro desespera, um dá esperança o outro desesperança. O amor constrói e o ódio destrói tudo o que o amor construiu, deixando o coração solitário e frio, completamente vazio, pois o amor para sempre se foi.


 

Palavras distintas, amor e ódio, um quente mais que o fogo outro mais frio que o gelo das mais altas montanhas. Quando o ódio se cria nas entranhas, deixa todos com seus corações frios, com os olhos vazios, pensando somente em destruição.


 

Quando o amor aparece, chutando para longe o ódio, os corações sentem logo seu calor. Não passam despercebidos, a felicidade toma conta de todos e mesmo no maior alvoroço, a luz,com sua aura iluminada, irradia todo o lugar. Esse ser possuído pelo amor, passa a viver em função dele, cuidando para que o amor não vá embora, pois sempre que ele sai, o ódio toma logo seu lugar.


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